sexta-feira, ago 25

malandro | 06:35 PM Comentários (468)
EM Manual de Sobrevivência

(silêncio)

(silêncio)

"Pode-se pôr de lado uma tela e dizer que não se lhe volta a mexer. Mas nunca se pode escrever por baixo a palavra fim."
por, Pablo Picasso

terça-feira, jul 18

malandro | 10:00 PM Comentários (388)
EM Man On The Moon

Fidelity (begin to hope) (mp3)

Regina Spektor

Fidelity

Hoje vivi a verdadeira hora coca-cola light, Por volta das 16h30, quando já começava a ficar saturado do dia de trabalho, apareceu um gajo de balde e esponja de cabo para limpar os vidros interiores. Ora, um gajo que empunhe uma trincha, um limpador de vidros, um martelo pneumático ou um vibrador de betão, tem grandes probabilidades de se tornar irresistível, e aquele não foi excepção. Embora não envergasse (o que eu gosto desta palavra) fato-de-macaco e não tivesse feito a pausa da coca-cola, pode-se dizer que tinha muito bom aspecto e que a função não lhe ficava nada mal. As gajas ficaram todas desorientadas e mesmo os gajos pareceram-me algo transtornados, Ele embora aparentasse já estar habituado ás "bocas" denotou algum embaraço, Elas começaram por comentar que o gajo limpava que era uma perfeição e que o queriam para ir lá casa lavar vidros, e mais desorientadas ficaram quando eu lhes disse que o gajo até tinha brinquinho (e tinha mesmo), Enquanto elas ficaram numa desorientação apática, todas sentadas a olhar para o gajo atrás das espuma, como se nada se passasse levantei-me e fui tirar fotocópias... Entretanto, em resposta ao comentário de que se calhar ele enquanto limpava olhava para as meninas, uma gaja respondeu que se calhar ele até estava ali era a olhar para os meninos (o menino que estava na frente dele na altura até era eu)... e não foi nada que eu não tivesse pensado...
Fosse lá para quem ele estivesse a olhar, a verdade é que aquele gajo nos finais de tarde deve fazer as delícias de escritórios inteiros...
Faço votos de que as empresas de limpeza continuem a ser fieis aos clientes quando fazem provas de selecção para escolher a mão-de-obra da hora coca-cola light... faço mesmo.
__

Ando a ouvir esta música (Fidelity, de regina Spektor) em repeat, Espero que gostem dela tanto quanto eu :-)

malandro | 08:57 PM Comentários (454)
EM When We Were Small

Buy the farm (Radiogram) (mp3)

Radiogram

Buy the farm

Cresci no campo, no meio de canteiros de flores e hortas, a subir a figueiras, a correr no meio dos favais e dos feijoeiros, a descascar ervilhas, a apanhar nabos e cenouras, a semear coentros, a regar tomateiros...
Este fim-de-semana, de mangueira na mão, quando por acaso deitei água no canteiro dos tomates, revivi aquele cheiro inconfundível dos tomateiros e dos tomates molhados.
Há cheiros assim, como o dos tomates molhados, que nunca mais se esquecem...

segunda-feira, jul 17

malandro | 07:59 PM Comentários (82)
EM Man On The Moon

The Color and the Light (Jennifer O'Connor) (mp3)

Jennifer O'Connor

The Color and the Light

"- Um em laranja para o 3º esq, se faz favor".
Como se já não bastasse termos que "levar" com o gajo na televisão e nos mupis, ainda estamos sujeitos a receber cartas em casa com fotografias dele neste aprumos de trolha. E na carta que recebi, dizem eles, entre outras coisas, que "Se está a pensar comprar casa (...) garanta (...) a solução mais adequada ao seu caso". Não sei se estão mesmo a falar no gajo azul, mas se for o caso, eu prefiro noutros tons.
Pelo menos, ao contrário dos infindáveis cartões de visita que recebo na minha caixa do correio, de pintores, electricistas e carpinteiros, este traz fotografia do gajo. Já que uma das questões mais importantes nas obras que se fazem, é a qualidade da mão-de-obra, os mestres de obras deste país deveriam seguir todos o exemplo, ou então o nosso Primeiro deveria legislar sobre o assunto, pois seria muito mais fácil escolher na hora um gajo para nos fazer as obras lá de casa (já que agora chegou a moda das coisas na hora), se se decretasse que seria obrigatório passarem a fazer os cartões de visita com fotografia do "Bob, o construtor", em tronco nu e com a respectiva trincha na mão.
Fica a ideia.
__

Pensei que era mais fácil encontrar fotos deste gajo... Se encontrarem melhor agradeço o envio do linque.

sábado, jul 15

malandro | 08:39 PM Comentários (5)
EM Manual de Sobrevivência

Hands up (Soltero) (mp3)

Soltero

Hands up

Há cerca de um ano atrás, anunciei aqui que iria bater "uma rapidinha", a 10.000 metros de altitude, a 900 km/h, a bordo de um Airbus, Bati mesmo, e pelo sim pelo não, bati nas duas direcções (na ida e na volta). Talvez não haja muito a acrescentar àquela espécie de guião que havia escrito, antevendo fortes emoções, Confirmo, foi mesmo entre a refeição e as vendas a bordo, e talvez o único imprevisto tenha sido o de não ter tido muitos motivos de inspiração na envolvente imediata, A acrescentar talvez só o facto de que bater num espaço com menos de 1metro quadrado de superfície não dá grande liberdade, mas desde que haja imaginação...
Mesmo tendo sido um lugar insólito para bater, não sei se terá sido o sítio mais estranho onde já o fiz, Entre os lugares menos convencionais, já "sacaneei" numa guarita de umas instalações militares abandonadas; Numa praia ilhoa, quase deserta, pelas 3h da madrugada, completamente nu e com os pés já dentro de água, ou; Enquanto conduzia, sozinho no carro, também já de madrugada, no IC20, e desta feita vestido.
Falando sobre este assunto com um gajo, ele dizia-me que uma das mais insólitas (e proveitosas) que bateu, foi na adolescência, durante uma viagem de carro com os pais e os dois irmão (obviamente sem que ninguém desse por nada). Até acho que todos fizemos coisas parecidas nessa fase da nossa vida nos primeiros anos de sacanas, mais que não seja porque fazia parte do nosso "crescimento".
E pensando noutros sítios que poderiam ser insólitos e adrenalínicos para bater discretamente, entre eles penso no elevador, com mais pessoas lá dentro, naturalmente; ou durante uma reunião entediante; numa viagem de metro, ou numa operação stop, desde que não nos obriguem a por as mãos para cima... mas haja imaginação.
E tu onde já foste sacana?
E quais são os teus fetiches?

quarta-feira, jul 12

malandro | 10:07 PM Comentários (3)
EM Ópera do Malandro

Excited But Not Enough (Midlake) (mp3)

Midlake

Excited But Not Enough

Já que se fala em bater, Um dos sinónimo mais curioso que ouvi até hoje, e que, como não podia deixar de ser, me foi ensinado por um açoriano (do Pico), é SACANA.
A expressão é picoense, mas até hoje não percebi ao certo se SACANA é aquele que bate, ou se um gajo bate uma SACANA, mas seja qual for a forma correcta, quando se fala em sacanas, não fico excitado, mas dá-me sempre vontade de rir.

malandro | 09:18 PM Comentários (7)
EM Manual de Sobrevivência

Big Ben Again (Holy Shit) (mp3)

Holy Shit

Big ben again

Bater é para mim uma coisa tão natural como a minha sede, e a analogia nem é só para aproveitar o slogan, é porque quanto mais calor está, mais despidos andamos, os corpos semi-despidos levam a que valores mais altos se levantem... e daí a bater é um palmo apenas...
Nem todos os gajos partilham desta opinião, conheço gajos que dizem que batem duas por semana, ou quanto muito, dia sim, dia não, Gajos que se controlam no bater porque ficam com olheiras e por isso não batem no dia anterior a uma reunião importante, Gajos, até, que se esquecem de bater durante uma semana...
Uma vez um amigo contava-me que tinha dito num chat a um gajo que ás vezes batia quatro ou cinco por dia, e que o outro gajo não acreditava e achava que era no gozo. Mesmo para mim que sou um gajo que gosta de bater, e que bate quase todos os dias, quatro ou cinco não é propriamente a regra, mas acontece, Bater duas ou três por dia não é mesmo nada de anormal, Bater uma por dia é mesmo a coisa mais natural que me possa acontecer. Raro talvez seja um gajo que me disse que ja tinha batido 22 num dia (quase uma por hora), ou outro que era capaz de bater 3 antes de se levantar de manhã da cama (e que chegava a bater dez por dia)...
Quando se fala de bater muitas num só dia, costumo contar a história que um gajo me contava sobre goleadas no futebol. A lenga-lenga é sobre golos, mas a adaptação ao "batanço" não é muito dificil:
Ao primeiro salta-se do sofá; Ao segundo dizemos que já está ganho; Ao terceiro já começa a ser histórico (não é todos os dias que se marcam 3); Ao quarto já é uma goleada; Ao quinto e daí em diante a festa já é tanta que cada um que se marca já é só mais um que fica para a história...
Mas isto é como tudo, um gajo pode ser o melhor ponta de lança do campeonado françês, e quando chega ao mundial marca logo aos 4 minutos e durante um mês não marca mais nenhum...

segunda-feira, jul 10

malandro | 10:52 PM Comentários (2)
EM Manual de Sobrevivência

Somewhere I Know There's Nothing (Chad Van Gaalen) (mp3)

Chad Van Gaalen

Somewhere I Know There's Nothing

PARTE II
Esta semana aconteceu talvez a mais caricata de todas a viagens ao lado de gajos, Este foi escolhido, Entrei quando já quase todos estavam sentados, escolhi um gajo, vulgo um lugar, e sentei-me. O gajo, que estava de pernas abertas, à gajo, assim ficou, ocupando uma cota parte, embora que pequena, do espaço que deveria ser meu. depois de ajeitar a mochila e as pernas, lá se acomodou, mas deixou a perna encostada à minha, Não era que me incomodasse, mas sempre fui muito cioso da minha envolvente mais intrínseca e não me parece normal que um gajo esteja sentado ao lado de outro e não se importe de ir de perna encostada, Mas assim fomos quase toda a viagem, e muito sinceramente aquele encostar de perna até me pareceu provocante da parte dele (ou pelo menos desfrutante), Mas os "encontros" não ficaram por aqui e por largos períodos houve mesmo contacto de braços, contactos esses que no verão são muito mais perceptíveis...
Indaguei alguns gajos sobre o assunto e as respostas/comentários foram em uníssono, pelo que passo a citar:

"se estavas a gostar, deixavas estar e aproveitavas",
"ele ia de pernas abertas porque devia ser grande e precisava de espaço",
"devias provocar, davas-lhe um toque na perna com mais força e depois olhavas para ele com sorriso maroto e pedias desculpa",
"é à gajo, e qualquer gajo precisa de contacto",
"os pretos por exemplo gostam muito de abrir as pernas imenso e deixar as pessoas ao lado sem espaço nenhum"
ou
"mas confia em mim, os gajos gostam do contacto, Se o outro reagir mal ao contacto é que é caso para desconfiar, tens de deixar ficar encostado e fingir que nada se passa"

Estas foram algumas das opiniões de alguns amigos, que muito prezo, às minhas dúvidas se seria normal aquela estranhas forma de agir, porque eu, confesso, estranhei, não achei normal, incomodou-me até, ainda mais porque o gajo nem parecia nada e continuo convencido de que ele estava mesmo a provocar (ou pelo menos a gostar).

malandro | 09:36 PM Comentários (4)
EM Manual de Sobrevivência

Somewhere I Know There's Nothing (Chad Van Gaalen) (mp3)

Chad Van Gaalen

Somewhere I Know There's Nothing

PARTE I
Contas feitas, passo quase 5% da minha semana em viagens (o que até nem é anormal, atendendo a que quem demore diariamente 45 minutos entre casa e o emprego, passa o mesmo tempo em transportes públicos ou ao volante do carro).
Mas estas longas viagens semanais, além de serem cansativas, obrigam-me a passar algumas horas seguidas sentado ao lado de alguém com quem na maioria das vezes nem chego a falar. Eu não sou gajo de meter conversa sem mais nem menos e, diga-se a verdade, a maioria das pessoas que tem viajado ao meu lado não é muito diferente. Há tempos, durante uma viagem, comentei com um amigo em como era muito estranho este modo umbilical de viajar, e que mais se nota nas vezes em que o comboio ou o expresso vão mais vazios e cada um escolhe a sua janela, com distribuições equidistantes, para ali passarem horas a fio a ler, ouvir música, nos sms, ver um filme, desfrutar a paisagem, dormir... Mas como muitas das vezes até vamos com lotação esgotada, e nem sempre levo alguém aprazível a meu lado, adoptei uma nova estratégia há umas semanas atrás: sou dos últimos a sentar-me, e sem dar grande importância aos lugares marcados (porque só meia dúzia de pessoas se preocupa com isso) escolho um lugar ao lado dum gajo, e de entre os gajos, vulgo lugares disponíveis, escolho um que pareça uma pessoas interessante, para uma eventual conversa, obviamente.
Neste últimos meses, mesmo antes da nova estratégia, até aconteceram alguns momentos mais caricatos: Uma vez em que fui frente a frente com um gajo, e em que várias vezes durante a viagem os nossos olhares cruzaram-se e fixaram-se, tornando-se mesmo embaraçoso nalguns momentos, Ele acabou por sair numa estação antes da minha e olhou para trás antes de sair; Outra de um francês que se levantou de outro lugar para se sentar ao mau lado, porque era o lugar que estava no bilhete (disse ele) e com quem tentei manter conversa em inglês (sem grande sucesso) sobre férias de inverno em Portugal, Numa segunda tentativa ofereci-lhe bolachas (com resultados mais infrutífero ainda), Acabámos por sair na mesma estação e ele ainda esboçou um aceno de adeus, acompanhado por um sorriso, quando já na rua olhei para ele uma última vez; Outra de um gajo, com ar de puto de vinte anos que fui quase todo o tempo a dormir de boca aberta, No momento só me lembrava da história que um amigo meu conta sobre as coisas que os gajos do desporto fazem quando viajam em autocarros e algum adormece de boca aberta...

terça-feira, jun 20

malandro | 11:02 PM Comentários (2)
EM Man On The Moon

Green to red (The Sky Drops) (mp3)

The Sky Drops

Green to red

A conversa do dia é mesmo o futebol, Tentei falar sobre o assunto com o J., mas ao início a conversa nem correu bem, Eu sou da opinião que é um assunto sobre o qual devemos saber alguma coisa, ainda por cima numa altura em que decorre a 2ª competição desportiva mais importante do mundo, e penso até que não fica muito bem a um gajo dizer que destesta futebol. Também não acompanho as competições de Tiro aos pratos, nem de Corfebol, mas não é por isso que destesto as modalidade, embora também não saiba grande coisa sobre nenhuma, apenas que são duas modalidades mistas (talvez as únicas). Penso até que fica bem a um gajo, depois de dizer que não liga muito a futebol, saber algumas coisa, Não digo que se saiba como é que a Austrália se apurou para o este mundial ou o nome dos 36 treinadores, mas parece-me razoavel que se saiba o resultado do Portugal-Coreia do mundial de 66, ou que jogador marcou, num mundial 20 anos depois, um golo com a mão de Deus contra a Inglaterra. O J. não gosta mesmo nem sabe nada de futebol, e diz mesmo que "detesta", e é óbvio que tem legitimidade para tal, Já tivemos alguns debates "ideológicos" sobre "ver futebol" vs "ir a um concerto da Shakira", Tivemos ao início os dois uma posição fundamentalista, eu em relação à Shakira, ele em relação ao futebol, mas já moderámos as nossas posições, eu admito que a gaja é gira e que até era capaz de ser interessante ver um concerto na companhia dele, o J. tem tentado falar mais de futebol e saber alguma coisa, Não foi um pacto que fizemos, mas foi uma atitude consciente dos dois e parece-me que louvável.
E porque amanhã é dia de mundial a verde e vermelho, vamos ficar todos a torcer para que o Helder Postiga jogue, porque se não me falha a memória foi o jogador português merecedor de mais créditos na edição das "bolas de ouro" realizada aqui no GH, na época do Chá de Limão.

domingo, jun 18

malandro | 04:22 PM Comentários (2)
EM Líricas

Claro que si (Entre Rios) (mp3)

Entre Rios

Claro que si



A vida é apenas um sopro.

sexta-feira, jun 9

malandro | 10:49 PM Comentários (5)
EM Meus Caros Amigos

Nothing to lose (Isabelle Antena) (mp3)

Isabelle Antena

Nothing to lose

"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
(Friedrich Nietzsche)

Esta frase foi o "momento Baci" desta semana, momentos esses com que de vez em quanto presenteio os meus amigos, E acredito... acredito mesmo que assim é... Porque quando se ama, não percebo que possa haver alguma coisa a perder...

sábado, jun 3

malandro | 12:19 AM Comentários (420)
EM Man On The Moon

You're So Pretty (Field Music) (mp3)


In, Debut Album (2005)
Field Music

You're So Pretty

Em tempos eu ia com frequência à loja da MichelleK no Carefour de Telheiras, só para ver os gajos que lá trabalhavam, Sei que pode parecer muito panasca mas é verdade, Era quase um lugar de culto, Trabalhava perto de Telheiras e muitas vezes ía de propósito à MichelleK depois de almoço só para ver os putos com ar de betos que por ali iam passando como empregados (e foram muitos e todos dignos da dita romaria)... Há já algum tempo que a loja fechou de vez, o que é uma pena, Perdeu-se um lugar de culto em Telheiras.
Há uns meses dei por uma nova cadeia de lojas que também anda por aí nos shoppings da capital - a Whatchme - que por sinal também costuma ter como empregados uns putos (menos betos que os outros), mas engraçados e envergando t-shirts verde "chá de limão" iguais ao logo da marca. Ao contrário na antiga MichelleK de Telheiras parece que nestas loja-quiosque não existe uma fidelização aos putos mais ou menos betos, e um dia deste chegaram mesmo ao despropósito de terem uma gaja como empregada... Lamentável meus caros da whatchme, lamentável.

quarta-feira, mai 31

malandro | 08:57 PM Comentários (8167)
EM Man On The Moon

Portmarnock Beach Boy Blue (Guggenheim Grotto) (mp3)

Guggenheim Grotto

Portmarnock Beach Boy Blue

Como sou um daqueles privilegiados que podem ir almoçar a casa sempre que querem, criei o hábito de de ver o Zig Zag na 2:
O Zig Zag, para os mais distraidos, é um programa infantil que ocupa as manhãs da 2:, e que é apresentado por um gajo com ar de beto, de seu nome Duarte Gomes, É, em suma, este o gajo que apresenta os desenhos amimados não violentos que se podem ver na televisão portuguesa, como o "Bob, o constructor", o "Noddy" ou "As pistas da Blue", É precisamente este último que eu tenho acompanhado com mais assiduidade, "As pistas da Blue" passa na 2: por volta das 13:30 e tem dois protagonistas: a Blue (uma cadela azul com bolas azuis), e o Duarte, (o apresentador do Zig Zag), Sobre a Blue não tenho grande coisa a dizer, mas sobre o Duarte posso vos dizer que tem animado os meus almoços quase sempre solitários, O Duarte faz de Duarte, e é uma espécie de detective com camisola ás riscas verdes que vai descobrindo as pistas da blue e desvendando os mistérios de cada dia, E o Duarte é um verdadeiro artistas: ele apresenta, ciontracena com desenhos animados, canta, dança, desenha, faz vozes... Acho que sou gajo para no próximo feriado passar a manhã inteira a ver o Zig Zag só por causa do Duarte, e admito que se eu tivesse 5 anos, quando crescesse queria ser como ele.
Para terminar gostava de vos presentear com a música que o Duarte canta, enquanto dança, sempre que descobre as pistas da Blue ("descobrimos as pistas, descobrimos as pistas, descobrimos as pistas, as pistas da Blue"), mas infelizmente nem um sample encontrei.
Para me redimir aqui vos deixo a única foto dessa dupla que faz as maravilhas das nossas criançinhas.

segunda-feira, mai 29

malandro | 08:54 PM Comentários (229)
EM Manual de Sobrevivência

Always On My Mind (Kid Casanova) (mp3)

Kid Casanova

The Kids in this Town

Hoje uma colega minha falava dos seus instintos maternais e da vontade que tinha de uma produção com pai incógnito, Sugerir-lhe então que em vez da procura a bancos de espermas, de que ela falava, que recorresse à fonte, que seleccionasse o gajo e que ele nem precisava saber... É um assunto delicado, mas o que há mais por este mundo fora é gajos que tiveram filhos dos quais nunca souberam, ou de gajas que perderam o rasto ao gajo que mal sabiam quem era...
Acabámos todos a falar de adopção e eu aproveitei por lançar para a fogueira o eterno debate sobre a adopção por parte dos homossexuais... Polémico, pois claro está, Mas qual não foi a minha surpresa quando as gajas presentes defenderam efusivamente a adopção por parte dos casais homossexuais, e uma delas chegou mesmo a dizer, em defesa da ideia que os homossexuais poderiam educar uma criança e fazer dela um adulto normal criado como muito amor, que "se aquelas pessoas estão juntas, mesmo com todas as dificuldade que isso tem, então é porque gostam uma da outra de verdade"... Fiquei por segundos sem palavras, não só por eu próprio gostar de um gajo, mas também porque o argumento do amor, e da educação de crianças com base no amor, é um argumento que demora algum tempo a desmontar.
Eu tenho uma posição, é certo, e nem é das mais populares entre o nicho gay, mas é uma posição que tomo não por que ache que um casal de homens ou mulheres homossexuais não poderá adoptar e educar uma criança, mas porque a adopção é por natureza algo muito delicado e porque a união entre gays, assim como a sua aceitação como iguais ainda terá que dar muitos e enormes passos.
É delicado e controverso, eu sei, mas sou contra a adopção por parte dos casais homossexuais neste momento. Há aquela velha teoria de que é pior uma má família do que não ter família nenhuma, mas acho que é tudo teórico e na prática poderia ser trágico dar a uma criança uma familia de gays neste contexto social.

quarta-feira, mai 24

malandro | 09:00 PM Comentários (239)
EM Ópera do Malandro

Always On My Mind (Antennas) (mp3)

Antennas

Always On My Mind

"Atenção senhores passageiros, dentro de momentos chegamos a Nelas.
Nelas dentro de momentos senhores passageiros"

Esta frase recebia-a de um amigo meu quando o comboio em que ele viajava chegava à estação de Nelas, E é isto mesmo que fica na retina auditiva "Nelas dentro de momentos, Nelas dentro de momentos".
Há tempos, curiosamente, ía eu a caminho de Nelas e disse aos meus amigos panascas mais chegados: "Vou Pa'Nelas". Daqui se conclui que é uma terra dada a trocadilhos, e pelos vistos nem são todos tão panascas e tão mal'amanhados como o que me ocorreu.
E por falar em terras dadas a trocadilhos mal'amanhados, ontem um colega de trabalho falava-me numa terra micaelense perto de Vila Franca do Campo, curiosamente também ela dada a muitos trocadilhos, Falo de Água-de-Pau, Lembrei-me, a propósito, de um slogan de um partido político que andava espalhado por toda a terriola (na altura decorria a campanha para as últimas autárquicas): Por uma água-de-pau ainda melhor...
Como se vê por esta amostra, não são apenas Tomar e Abrantes que são dadas a trocadilhos.

segunda-feira, mai 22

malandro | 09:57 PM Comentários (4)
EM Ópera do Malandro

Hard to Find (The American Analog Set) (mp3)

The American Analog Set

Hard to Find

Hoje teclava com um gajo que conheci há cerca de 3 anos (e que na verdade não conheço pessoalmente, embora já tenhamos combinado uma meia dúzia de cafés e troquemos sms de muito a muito longe) e dizia-me ele: Já tinha saudades de teclar contigo, depois deu um lol e mudámos de assunto. O Z. é um gajo que eu conheci num chat e com o qual teclo ainda hoje, acho que ele nem imagina nada das gayzadas da minha vida, embora eu saiba que ele é gay, Um dia, por meadros que não cabe agora contar, ele soube que eu sabia das preferência dele por gajos, e nesse dia a nossa conversa foi mesmo assim: Posso te dizer uma coisa?, perguntava ele, Podes, Eu sei que tu sabes algumas coisa mais sobre mim, É verdade, mas isso não muda nada pois não?, Não, mas foi desconfortável saber que sabias mais da minha vida do que eu imaginava, Achei que não era importante falar no assunto e nem teremos que falar nisso, Pois não, disse ele. Acabámos a conversa por ali e nunca mais falámos no assunto. Confesso que não sei se ele continua a achar desconfortável ou não que eu saiba as tais coisas sobre ele, mas nunca mais deixei que a conversa chegasse a esse ponto, e como ele me deve ver como um gajo hetero (atipico, provavelmente) também não fala no assunto (que não é realmente importante).
Hoje ele dizia-me que tinha respondido a um anúncio de emprego para aqui perto e aproveitou para perguntar: Moras sozinho?, Moro com dois gajos, mas ando sem paciênca para estudantes universitários que só veem futebol e os morangos com açucar, Olha, se eu for para aí podiamos dividir casa, que achas? Nunca se sabe, pelo menos podíamos ir beber uns copos à noite, Fica descansado que eu não falo sobre futebol, quase nem vejo tv, mas tenho a mania que cozinho bem e canto muito no banho, Olha eu tb canto no banho mas tenho a mania que cozinho mal e embora veja futebol e até saiba uma coisa ou outra, não é assunto do dia a dia.
Embora não passe de uma hipótese remota, dividir casa com um gajo que embora não conheça pessoalmente, mas que conheço melhor que a muita gente com que estou todos os dias (nomedamente os gajos lá de casa) e com quem manteria de certeza conversas e uma amizade interessantes (além de ganhar um amigo para os copos) seria realmente interessante...
Encontrar potencias amigos é realmente dificil, e um amigo dizia-me há dias, a propósito dos gajos amigos que tem, que "todos eles acabam por ser gajos que, por um ou outro motivo sao diferentes, e talvez por isso mantenha essas amizades".
Penso que é mesmo assim que vejo os gajos de que consigo ser amigos, gajos diferentes e sempre dificeis, muito dificies de encontar...

quarta-feira, mai 17

malandro | 10:24 PM Comentários (3)
EM Man On The Moon

Eu vou trocer (Fernanda Abreu) (mp3)

Fernanda Abreu

Eu vou torcer

Já lá vai o tempo (precisamente dois anos) em que se falava, quase abusivamente, de futebol neste blogue, Começava o Euro2004 e escolhiam-se por aqui os "melhores" jogadores do Europa, O prémio de melhor ponta de lança foi então para o sueco Freddy Ljungberg.
Para este ano adianto desde já que não estou como muita paciência para andar à pesca de jogadores de futebol em cuecas, são 32 equipas, mais de 700 jogadores, provavelmente ainda teria que realizar uma final intercontinental... Haverá contudo alguns aliciantes no mundial, como por exemplo a estreia da Ucrânia com a presença do já confirmado Andriy Shevchenko... a não perder :-) Até podemos todos torcer por uma final Portugal-Ucrânia, ou Portugal Suécia.
A como o Mundial está à porta, os gajos do futebol andam por aí, Por estes dias apareceu mais um por tudo quanto é mupi da cidade a anunciar um "novo equipamento", Confesso que nem percebi que era o puto Moutinho, (que nem é mundiavel) e até nem lhe achava grande piada, mas parece que o gajo é o novo embaixador dos «Sumólicos Team» e na foto nem ficou nada mal.
Consta que vai andar tudo como ela na mão, a nova garafa da Sumol, como é obvio.

sábado, mai 13

malandro | 10:54 AM Comentários (12)
EM Ópera do Malandro

This is not my song Anymore (Penny Century) (mp3)

Penny Century

This is not my song Anymore

Há pouco tempo, num mail que recebi, um leitor do Gray Humor referiu-se ao Alex do Chá de Limão, que é como quem diz, eu na anterior encarnação, da seguinte forma: ...esse Rebelo Pinto do planeta gay... ; Mais dizia ele que, os textos escritos pelo meu eu anterior, vulgo Alex, "descreviam um viver urbano, gay e cosmopolita muito batido e nada original", Realmente não é esse o compasso das minhas partituras, Nem sei se parecia mesmo ou se continua a parecer, mas se é verdade que não sou propriamente a virgem maria em cima duma azinheira, também é verdade que a música agora é outra...
E como disse muito recentemente a um outro leitor do GH, "a minha vida não é propriamente o livro aberto que esse blogue possa parecer"... não é mesmo.

Não sei se é esta a ideia que todos têm do malandro (ou tinham do Alex), mas se é, que digam agora ou calem-se para sempre.

segunda-feira, mai 8

malandro | 09:21 PM Comentários (683)
EM Manual de Sobrevivência

DARLING BE HOME SOON (MATT COSTA) (mp3)

Matt Costa

Darling be home soon

O T. é o namorado de uma amiga de uma amiga... não é meu amigo nem nunca vai ser, É um gajo engraçado, intelectualmente talvez um pouco limitado (ou sou eu a ser elitista). É um daqueles que tem a mania que sabe tudo e que é muito vivido, Tem 23 anitos, Divide casa com um irmão, Vê os Morangos com açucar ao fim da tarde quando chega do trabalho, Já comprou casa com a namorada e estão a fazer as obrazinhas da prache, Usa aliãnça na mão direita (e diz um amigo meu que esses são os mais panascas), É apaixonado pelo carro, Não deve ter o 12º ano concluido, É do Sporting e até já fomos juntos ao futebol.
Há uns meses o T. convidou-me para um jantar de gajos, ao qual não fui por não conhecer os outros "gajos", mas também porque andava de mau humor e pouco sociavel, Foi um erro, Até teria sido giro, Embora corresse o risco de passar o resto da noite com um bando de gajos básicos, e de passarmos a noite a falar de avançados, defesas centrais e treinadores adjuntos, jantes de liga leve e ailerons, tinha ali uma oportunidade para o testar ao fim de 3 ou 4 cervejas (embora não fosse a ocasião ideal). Um dos outros "gajos" que ía para a tal "noite de gajos" era o irmão da namorada do T., por sinal um gajo engraçado com cara de puto giro reguila e muito bem humorado, Até suspeito, pela vezes que já falei com ele que terá algum Gray Humor, mas nunca se sabe, afinal é serralheiro de alumínios e é até capaz de ser ligeiramente primário (eu a ser elitista novamente). E certa vez presenciei mesmo o T. a apalpar o rabo ao irmão da namorada, "na brincadeira" (coisa de futuros cunhados putos e amigos de bairro, obviamente), à frente das namoradas de ambos, e aquilo teve ar de que não seria a primeira vez (e com putos de 23 anos é melhor ficar de pé atrás).
Para compensar o T. da minha não ida ao jantar de gajos convidei-o há tempos para irmos juntos ao futebol, e lá fomos os dois a Alvalade, e claro está que passámos a noite a falar de futebol... E depois do jogo tive para convida-lo para uma ida ao Bairro Alto, mas desisti, porque para além do ar, ele é mesmo gajo de tar a olhar para o relógio o tempo todo e de ligar para a namorada de meia em meia hora a dizer "Querida vou cedo para casa".

Acho que me arrisco mesmo a dizer que ser hetero é cada vez mais panasca...

domingo, mai 7

malandro | 09:44 AM Comentários (320)
EM Manual de Sobrevivência

Across the universe (Rufus Wainwright) (video)


In, Poses (2001)
Rufus Wainwright

Across the universe

Aqueles 3 dias e meio que passei com o J. foram soberbos, Era como se o prédio estivesse devoluto, a cidade fosse invisível, o big bang tivesse sido há uns segundo e ainda não existisse quase nada... Panasquices à parte :-). É muito bom sair para almoçar e a espalnada do costume não estar vazia, ter lá sentado um gajo à nossa espera, É bom acordar ao lado de uma pessoa que amamos e desejamos, e ser recíproco o sentimento (porque nem sempre é), É bom, para variar, não tomar o pequeno almoço sozinho e toma-lo junto ás vidraças da cozinha, com o "sunrise" de todas as manhãs, É bom sair para a noite, à deriva, com um amigo com quem nos sentiriamos seguros e em casa em qualquer parte do mundo, é bom, é bom, é bom... É esta a vida que eu quero, Nothing's gonna change my world, Nothing's gonna change my world, Nothing's gonna change my world...
Assim vou ser feliz...
__

Tenho andado a ouvir esta música do Rufus em repeat, Recomendo.

sábado, mai 6

malandro | 05:06 PM Comentários (21)
EM Man On The Moon

You're So Pretty (Field Music) (mp3)


In, Debut Album (2005)
Field Music


You're So Pretty

Este gajo anda por aí nas paragens dos autocarros e nas estações de metro, É nestas alturas que fico com o catolicismo à flor da pele e quase rezo uns pai nossos para que os transportes públicos se atrasem...

... e é só a versão XS.

segunda-feira, mai 1

malandro | 01:56 PM Comentários (6)
EM Ópera do Malandro

Boys and girls (Twink) (mp3)

In, Broken record (2006)
Twink

Boys and girls

Há dias ouvi uma gaja dizer: Vocês só falam de futebol, mulheres e carros.
Eu penso que a ordem poderá ser mesmo esta, Não é normal os panascas gostarem e saberem muito sobre carros, gostarem de mulheres é coisas rara e o gosto por futebol quando acontece é mesmo uma daquelas excepções que justificam a regra. Confesso que eu de carros não sei quase nada, de futebol muito pouco e de mulheres tem dias...
Mesmo assim, entre os meus amigos, ditos panascas, talvez o mais normal seja mesmo falar de mulheres e nem me estou a ver na cama com um gajo a falar de jantes xpto, ailerons e caixas de velocidade, livres directos e os últimos reforços do Paços de Ferreira, Em contrapartida já acho mais natural estar na cama com um gajo a falar de mulheres, do que gostamos de fazer com elas, do que nos excita, do bom que seria um menáge e falar sobre as coisas que faríamos, em suma, uma conversa daquelas entre gajos a roçar a brejeirice, deveras engraçada e bastante excitante, Mas não é para todos, e claro que é preciso gostar :-)

sábado, abr 29

malandro | 05:29 PM Comentários (6)
EM Ópera do Malandro

The mezzanine (Liz Durrett) (mp3)

In, the mezzanine (2006)
Liz Durrett

The mezzanine

Nunca fui gajo de grandes saídas à noite: ou porque morava longe de sítios que me agradavam, não tinha carro e me fartava "da noite" que estava ali mais perto; ou porque não tinha os amigos que queria, e não eram muito empolgantes as minhas noitadas. Não quer dizer que tenha mudado muita coisa, mas pelo menos hoje sei com quem e onde quero sair, As oportunidades continuam a ser poucas, mas são bem aproveitadas.
Actualmente estou desterrado dos meus amigos, mas pelo menos o J. tem me feito algumas visitas e temos saído algumas vezes, Sair com amigos (gajos) tornou-se numa coisa agradável nos tempos recentes, Depois de ter ultrapassado aquela barreira invisível que todos passamos um dia quando assumimos as coisas perante nós mesmo, sair com um amigo e poder falar de gajos e de gajas, olhar para gajas e para gajos, comentar sobre o rabo deste gajo ou as mamas daquela gaja, parece-me algo visceral demais para não ser feito.
Mas a meio desta semana aconteceu o impensável, combinei sair com uma colega (o convite era para mais pessoas mas foi ela a única que aceitou) e fomos a uma bar com música ao vivo onde ficámos até ás duas da manha, O inicio da noite até foi interessante enquanto não havia muito que ver, conversávamos e bebíamos tangos sentados junto a uma janela que mais parecia um mezanino sobre a cidade, mas enquanto a noite avançava e o bar foi enchendo e os gajos e as gajas chegando, fui viajando no tempo e sentindo que embora aquela fosse "a noite" que eu queria, a companhia não era nada empolgante, A noite acabou por ser uma seca.
Saio pouco e quando o faço gosto de me divertir a sério, e talvez seja precipitado dize-lo mas cheguei à conclusão que já não tem piada nenhuma sair com gajas…

quarta-feira, abr 26

malandro | 08:03 PM Comentários (9)
EM Ópera do Malandro

Young & old (GREGOR SAMSA) (mp3)

In, 55:12 (2006)
Gregor Samsa

Young & old

Falava um dia destes com um amigo sobre a nossa sensibilidade, enquanto gajos, essa que nos levou a experimentar os envolvimentos no masculino, Este meu amigo tem um irmão com 17 anos, e diz ele que acha perfeitamente natural que o irmão, que nesta fase está na descoberta do amor e do sexo, com a namorada, pense mais tarde em experimentar as coisas que ele também experimentou, nomedamente no campo das relações homosexuais. Este meu amigo, embora não seja de artes, tem uma sensibilidade e uma cultura artistica acima da média, e também isso me levou a sentir por ele sentimentos que vão muito além da amizade entre dois gajos, (Ele é um gajo que tão depressa fala apaixonadamente sobre o palácio de Neuchwanstein, como sobre a última intrepretação da Maria Callas). Não sei se a sensibilidade às artes é uma coisa inata, mas estou convencido que os gajos que a tem, são muito mais abertos a novas experiência, A proximidade com as artes traz-nos muito mais à flor da pele sensibilidades que talvez não estejam na base da pirâmide, A música, a arquitectura, o cinema, o design, trazem à tona as razões estéticas, muito mais do que as razões puramente convencionadas.
Numa conversa com um gajo muito mais velho e mais vivido do que eu, em tempos idos, ele dizia-me que preferia os gajos primários, porque eram menos complicados e não intelectualizavam as relações, por outro lado dizia que não se inibia de fazer apreciações sobre este ou aquele gajo era giro ou não, e que se justificava sempre como sendo um esteta... Mas não é uma desculpa, talvez esteja mesmo no nosso ADN, ou talvez seja antes moldável, Eu sou apologista de que tudo se aprende: desenhar, cozinhar, compor, gostar de gajos, Todos poderemos ser um grandes compositores, embora a notabilidade fique só para alguns, Do mesmo modo todos nós nos poderemos apaixonar por um gajo (eu achava até há muito pouco tempo que não).

domingo, abr 23

malandro | 04:35 PM Comentários (1)
EM Ópera do Malandro

I'll Be a Writer (Soltero) (mp3)

In, Defrocked and
Kicking the Habit
Soltero

I'll Be a Writer

Este é dos melhores ditos populares (se é que o é) que ouvi nos últimos tempos:
"Temos todos pernas até ao cu."
Ao mesmo gajo que ouvi dizer isto, um ex-colega de trabalho com quem me dou muito bem, quase com 40 anos, casado, pai, treinador de futebol nos tempos livres... ouvi esta outra frase que trago gravada no meu telemóvel para não a esquecer, e que é por si só o retrato do verdadeiro espírito natalício:
"Não ponhas outra vez o cu na chaminé, porque o Pai Natal não te dá nem mais um caralho."
Eu diria que são ambas soberbas, e foram as duas proferidas durante conversas telefónicas entre o gajo e supostos amigos dele.
Se forem de sua autoria então o gajo é a rebelo pinto dos treinadores de futebol em part-time :-)

malandro | 10:30 AM Comentários (4)
EM Ópera do Malandro

A distance (The Red Thread) (mp3)

In, ship in the attic,
birds in the subway
(2005)
The Red Thread


A distance

Ainda sobre tomar banho com gajos...
Desculpem o brejeirismo, mas chamando as coisas pelos nomes: tomar banho com gajos é coisa em que sou tão selectivo como levar no **, Se há coisas que fiz com muito poucos gajos, uma delas foi mesmo tomar banho debaixo do mesmo chuveiro, mas as vezes que o fiz e com quem, foi um prazer desmedido, É daquelas coisas que talvez seja melhor não serem banalizadas e quotidianizadas...
Julgo que os maiores prazeres da vida são tão subtis que são desprezados pelo comum dos mortais. Se por um lado há aqueles momentos de prazer vulcânicos que são de cortar a respiração, Por outro lado há os pequenos prazeres, muito subtis, que nos deixam inebriados, Prefiro os segundo, e falando apenas de sexo (porque os pequenos prazeres subtis são transversais à vida), as subtilezas que tenho descoberto envoltos nos lençóis e em muita cumplicidade, deixam-me cada vez mais rendido aos relacionamentos com gajos, que são afinal muito mais sensíveis do que se poderia imaginar. Mas voltando aos banhos, os meus dias começam sempre com muito prazer, debaixo de um duche quente, muito quente de preferência... é quase orgásmico e adio o mais que posso o fim dos duches matinais e quase sempre solitários, Mas ficar abraçado a um gajo que seja importante para mim, debaixo de um duche escaldante, é de nunca mais esquecer. Fi-lo com poucos, muito poucos, mas importantes, muito importantes, gajos por quem senti coisas nobres, que me saíram da entranhas, gajos que nunca vou esquecer.
Subtil, muito subtil...
E onde entra a distância? A distância está sempre presente na minha vida, As pessoas com as quais consigo partilhar pequenas subtilezas, como dançar ao som de This One's for You, do Ed harcourt, fingindo que somos dois pássaros, ou dar um abraço eterno debaixo de um chuveiro, estão longe, sempre longe de mim, e nem sei até quando...

sexta-feira, abr 21

malandro | 08:45 PM Comentários (7)
EM Ópera do Malandro

Like Anything It's Small (Shelley Short) (mp3)

In, captain wildhorse
(rides the heart of tomorrow)
(2006)
Shelley Short


Like Anything It's Small

Falicamente falando, nunca tive grandes fetiches com os tamanhos (nem pequenos, diga-se), Nunca escolhi um gajo por ele ser mais ou menos avantajado, embora me tenha passado um ou outro pelas mãos, nessas condições, Nunca me preocupei sequer muito com isso (e pode até em dadas circunstancias ser encarado como motivo de preocupação), Os meus envolvimentos com gajos foram sempre muito ‘frontais’ e por isso mesmo nunca foi por mais um ou dois centímetros que me assustei ou me empolguei.
Recentemente trabalho com um gajo pouco mais novo do que eu, e recém casado, que é verdadeiramente avantajado, mas avantajado mesmo, Não é uma questão de voyeurismo, mas há coisas que saltam à vista, Não sei se será do corte das calças, se será ta tipologia dos boxeurs, mas é inevitável, o gajo está sentado ao meu lado o dia todo, vamos juntos ao café, passamos os dias com uma proximidade tal que mesmo que eu fosse um gajo muito distraído já teria reparado nisso de certeza. Um dia destes fomos apanhados os dois numa conversa verdadeiramente curiosa entre duas colegas nossas que falavam sobre o engomar da roupa, e uma delas, muito prendada como se verá, dizia que engomava tudo quanto era roupa, incluindo meias, cuecas, toalhas, e que havia roupa que ela até engomava dos dois lados para vencer as rugas mais teimosas, Não sei se foi de se falar em roupa interior, mas a meio da conversa, e enquanto eu pensava que era mesmo uma gaja daquelas que não queria, diz-me o meu colega avantajado num registo mais baixo e com um sorriso malandro, “Eu só me casei com a minha mulher depois de ter a certeza que ela passava dos dois lados”, Ele riu-se e é claro que eu também me ri que nem um perdido, mesmo sem tecer comentários, e enquanto pensava que se calhar aquele sorriso era de puro gáudio por lhe ter sido muito difícil encontrar uma mulher que passasse dos dois lados, porque se aquilo que já salta à vista for o gajo no seu estado normal…

segunda-feira, abr 17

malandro | 08:33 AM Comentários (12)
EM Manual de Sobrevivência

Contradictions (Absinthe Glow) (mp3)

In, Absinthe Glow (2004)
Absinthe Glow

Contradictions

Será lógico continuares à procura daquilo que já encontraste?

Fará algum sentido afastares-te de uma pessoa que te ama?

E será sequer provido de algum sentido, não conseguires deixar uma pessoa porque ela precisa de ti, mesmo que não sejas feliz?

domingo, abr 16

malandro | 09:04 AM Comentários (9)
EM Ópera do Malandro

RESTOLHO (MAFALDA VEIGA) (mp3/sample)

in, Passaros do sul
Mafalda Veiga


Restolho

Há dias encontrei no mapa, e por terras de Portugal, uma localidade chamada Minas da Panasqueira. Enviei um sms a um amigo, que é daquelas bandas, a perguntar-lhe se seria uma mina de panacas, Ele disse-me apenas que eu teria que descobrir o que significava panasco nas beiras, Apurei entretanto que as minas são de volfrâmio, Ocorreu-me que panasco poderia ser... o activo, e até fazia sentido: o panasco e a panasca :-), O meu amigo esclareceu-me entretanto que "panasqueira" tinha a sua origem em "panasco", que por aquelas terras beirãs quer dizer, segundo ele, restolho.
Depois desta descoberta fiquei a pensar no que se teria tornado a música da Mafalda Veiga, se ela tivesse nascido nas beiras, Para que não haja dúvidas, aqui fica o resultado:

Geme o panasco, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário.

Geme o panasco, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade.

Geme o panasco, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda.

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser panasco
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração.

Quem sabe se ela não canta esta versão quando passa pelas beiras :-)
__

(E estive eu para escolhar o refrão desta música para nome deste blogue...)

sábado, abr 15

malandro | 02:45 PM Comentários (6)
EM Ópera do Malandro

An old familiar scene (Elf Power) (mp3)

In, Back to the Web (2006)
Elf Power

An old familiar scene

Há excertos de conversas que nos soam a familiares, Há expresões associadas a preconceitos que são tranversais à sociedade, Não importa se são utilizadas pela D. Delfina, que faz as limpezas ao fim do dia la no escritório, enquanto esvazia o reservatório do furador, Não importa se são proferidas pelo Dr. Delfim, que está a fazer obras num prédio de 8 andares, do qual é proprietário no centro de Lisboa, enquanto falamos das alterações que quer fazer no projecto de arquitectura.

"O canal que eu mais gosto de ver é a TVI, Na SIC não dá nada de jeito, é só telenovelas brasileiras, é só paneleiragem..."
vs
"A ideia era fazer uma coisa mais paneleira."

Óra, isto da "paneleiragem" tem muito que se lhe diga. Gostava de num e noutro caso ter perguntado aquelas duas pessoas o que é que queriam dizer com essas palavras derivadas de "paneleiro", palavra esta que não costumo utilizar e com a qual nem simpatizo assim tanto. Fica no ar a incertza do que será a "paneleiragem" que se passa nas telenovelas brasileiras da SIC e o que será "uma coisa mais paneleira" em termos arquitectónicos... Garanto-vos que não percebi qualquer umas das duas.

malandro | 10:03 AM Comentários (12)
EM Manual de Sobrevivência

Point of life (Madman Moon) (mp3)

In, Madman Moon
Madman Moon

Point of life

Há tempos eu e um amigo conversávamos sobre o tomar ou não tomar banho depois de ir para a cama com um gajo (numa daquelas quecas de ocasião a meio do dia), Dizia ele que era realmente mais higiénico, mas também era muito mais panasca, afinal, gajo que é gajo limpa-se com papel higiénico ou com um lenço de papel, e vai-se embora.
Trazendo à tona das memórias a minha primeira vez com um gajo, e quando no final ele me perguntou se queria tomar banho, achei aquilo muito estranho, Não hesitei e respondi que não era necessário, Na altura ainda era "simplesmente gajo" e portanto estava formatado para o rolo de papel higiénico, mas a verdade é que também não devo ter achado muita piada à ideia de tomar banho na casa de um estranho, com a agravante de ele ser panasca.
Há momentos da nossa vida em que as coisas mudam realmente e neste momento o banho depois da queca já é uma coisa que me parece normal, mas mesmo assim é algo muito recente, Talvez já não seja eu "simplesmente gajo", Talvez já esteja formatado para a nova realidade, mas tomar banho com um gajo depois de batermos umas tornou-se um verdadeiro prazer, quase orgásmico.
Mas não há regra sem excepção, e nem sempre se toma banho, há aquelas vezes em que dormimos com um gajo, sem banhos, sem recurso aos rolos papel higiénico, mesmo como o orgasmo nos deixou no mundo...
Esta é a realidade dos últimos 6 meses, em que só fui para a cama com gajos que significavam realmente alguma coisa para mim...

sábado, abr 8

malandro | 09:11 AM Comentários (3)
EM Meus Caros Amigos

Mystery in her hands (Trace Wiren) (mp3)

In, Johnny cafe
Trace Wiren

Mystery in her hands

Ainda não há provas científicas, mas depois de a TMN ter criado o tarifário “mais perto”, há fortes indícios de que a amizade pode andar a provocar tendinites nos polegares…

domingo, abr 2

malandro | 04:37 PM Comentários (8)
EM Ópera do Malandro

Face of '73 (Tender Trap) (mp3)

Tender Trap

Face of '73

Há duas ou 3 semanas uma amiga minha, ex-colega de trabalho, telefonou-me e pediu-me algumas explicações sobre recibos verdes para poder explicar a um amigo dela - o D. Comecei nas explicações mas chegámos à conclusão que seria melhor eu falar directamente com o gajo, Assim foi, Ela deu-lhe o meu número e ele ligou-me, e embora não nos conhecesse-mos, foi como se fossemos conhecidos de longa data, tendo a conversa ido um pouco além dos pormenores do IVA e da Retenção na fonte.
O D. e eu somos da mesma área profissional, temos mais ou menos a mesma idade e ele está a trabalhar numa empresa onde trabalhei.
Há cerca de duas semanas, dois ex-colega com que me dava muito bem, telefonaram-me lá da empresa e o D. pediu para também falar comigo, para dizer olá...
Um dia desta semana recebi um telefonema duma empresa para onde eu teria enviado curriculum há 3 anos! Recusei cordialmente o convite para entrevista, mas lembrei-me do D. e que ele poderia estar interessado. Não me lembrei que tinha ficado com o nº dele e envie uma sms à nossa amiga comum a dizer que tinha um contacto para uma entrevista para o D., e que se ele quisesse que me telefonasse. Minutos depois recebia mais um telefonema do gajo. A conversa sobre a entrevista foi rápida, demorou 5 minutos, dei-lhe o número de onde me tinham ligado e expliquei-lhe para o que achava que deveria ser a entrevista, mas a conversa demorou mais 25 minutos…, mais uma vez numa amena cavaqueira, sobre tudo e sobre nada. Claro que ás tantas pensei que aquilo quase parecia uma conversa de chat com um desconhecido e que só faltava batermos uma, Nada disso aconteceu mas a grande surpresa veio no fim, quando ele se despediu de mim como um "adeus" acompanhado do nome com um “inho” no fim. São poucas as pessoas que acrescentam “inhos” e “itos” ao meu nome quando falam comigo, e assim de repente só me lembro mesmo de pessoas que me conhecem desde que nasci ou dos meus melhores amigos… Mas ás vezes, quando pensamos que o dia já acabou, temos surpresas destas…
__

O D. tem 32 anos, é casado, arquitecto e vive em Lisboa.

sábado, abr 1

malandro | 11:57 PM Comentários (2)
EM Ópera do Malandro

Perfect day (Liz Durrett) (mp3)

In, the mezzanine (2006)
Liz Durrett

Perfect day

E os nomeados são...

... no "day after", ouvimos a "banda sonora" sozinhos em casa, sentimos saudades do "filme" do dia anterior, mas principalmente do "actor principal"...
(Há pensamentos assim... profundamente panascas...)

sexta-feira, mar 31

malandro | 10:33 PM Comentários (5)
EM Ópera do Malandro

Something new (My Orchard) (mp3)

In, Silhouettes - EP (2006)
My Orchard

Something new

Esta semana fiquei espantado ao ver que uma colega de trabalho que, estudou em Lisboa, tem a minha idade, net e tv cabo em casa e lê jornais, é licenciada e está a fazer uma pós graduação… vive na completa ignorância de alguma coisas que para muitos de nós são quotidianas, A miuda até se mostra interessada quando eu começo a falar de música e pede-me cds emprestados, Sigur Rós, Belle & Sebatian, José Gonzalez, Rodrigo Leão, são algumas das coisas que lhe emprestei e de que ela gostou (e que empresto com todo o gosto, porque como diz um amigo meu, eu gosto de dar música às pessoas). Um deste dias ela viu num cd que um amigo me tinha gravado, o símbolo ( ) e voltou a vê-lo num cd dos Sigur Rós, e não sabia mesmo o que aquilo queria dizer, Perguntou, Eu respondi que significava “abraço”, e desdramatizei a situação dizendo que abraços era coisas de homens, pelo que seria natural que ela não o usasse no dia a dia, Fiquei espantado, é claro que fiquei espantado, mas mais espantado fiquei quando ela me tentou explicar o significado de :-), como se fosse suposto eu não saber… Com vontade de dar um grande lol, perguntei-lhe se ela sabia o significado desse mesmo lol, ao que ela respondeu com grande entusiasmo que há dias lhe tinham ensinado…
Espantados? Pois, a moça vive aqui desterrada, mas é licenciada por uma universidade de Lisboa, viveu lá 5 anos, nasceu e viveu numa capital de distrito, vai a cidades dignas desse nome todos os fins-de-semana e conhece grande parte da Europa…
Depois daquela conversa fiquei a pensar que cara de espanto faria ela se por acaso do destino lesse este blogue ou se visse as sms's que troco com alguns amigos, muitas vezes com um gray humor muito apurado, e com “smiles” como :-o , .|., (-, ou (-(-.
Este dois últimos foram inventados por mim, pelo R. e pelo F. em noites de chat e numa altura que tínhamos um blogue a 3, que terá sido provavelmente um dos primeiros blogues bi português, senão mesmo o primeiro. Nas altura a assinatura final dos post era 1 ( ) com (-, que passo a traduzir, “um abraço com tesão”. É claro que a minha colega não entenderia isto e teria eu alguma dificuldade para lhe explicar que abraços (com tesão) são coisas de homens…
Assim me despeço com, 1 ( ) c/ (-, a caminho do BA

domingo, mar 26

malandro | 12:00 PM Comentários (7)
EM Ópera do Malandro

Shorter, Shorter (Field Music) (mp3)
In, Debut Album (2005)
Field Music

Shorter, Shorter



Já que a vida é curta, que o resto não seja.

malandro | 11:41 AM Comentários (12)
EM Manual de Sobrevivência

Television (Young and Sexy) (mp3)

In, Panic When You Find It
(2006)
Young and Sexy

Television

As noites de TvChat eram uma aventura, a descoberta de um (admirável) mundo novo. Morava sozinho, desterrado, numa casa enorme só para mim, O mar ali ao lado, o bater das ondas, por vezes um Além-mar entre os dedos enquanto deitado na areia da praia ali mesmo em frente esperava por mais uma estrela cadente, A televisão com teletexto era quase a minha única ligação ao mundo, Os chats moldam-me noite a noite a uma outra realidade, Eu costumava dizer na altura que se quisesse ser dramaturgo, bastava passar muitas noites nos chats e inspiração para “criar” personagens nunca me faltaria. Uma noite falava com um gajo que tinha um armário cheio de lingerie feminina (porque havia gajos que gostavam, dizia ele); Noutra com um gajo que tinha sido Olharapo na Expo98 e de quem até hoje guardo a imagem de um rapaz de jardineiras cor-de-laranja a morar numas águas-furtadas (é pena perdermos o rasto a algumas pessoas); Noutra ainda com um gajo que trabalhava numa bomba de gasolina numa ilha ali ao lado; E mais uma noite, e mais um professor de matemática, também ilhéu, de quem guardo a voz até hoje; Na noite seguinte uma conversa sem grande história com o gajo que viria a ser o meu melhor amigo; Mais uma noite, e conhecia um gajo louco por música clássica que viria a gravar cds que empilhava num canto da sala para um dia me enviar, porque eu tinha estudado piano, quando soubesse a minha morada; E uma noite mais, e um gajo de 19 anos com 20 pearcings, Outra noite e mais um gajo horny que já tinha ido para a cama com 150 gajos (contas feitas por alto e que tanto me espantaram na altura); Mais uma noite e mais um amigo que perdura até hoje, e uma conversa da qual não me esqueço, com a promessa que dali a 20 anos nos encontrariamos, se até lá nãos nos conhecessemos… Muitas destas noites começavam em frente à televisão, conectado com o 610, com um pretexto – sexphone – que raramente acontecia, Muitos gajos achavam-me estranho mas divertiam-se, afinal devíamos bater mas ficávamos longas horas à conversa, ou batíamos simplesmente enquanto falávamos do último cd dos Beck…
“Loucas são as noites que passo sem dormir”, diz o poema da canção, e chegaram mesmo a ser noites sem dormir, loucas; Na memória guardo 3 longas noites à conversa, que chegaram às 5 horas non stop, madrugada dentro: Uma com o R., quando ele acabado de chegar a Lisboa precisava de conversar depois do trauma do seu primeiro “embate” com as experiência gays, com um gajo do qual só se lembra da nuca; E duas noites também longas, com o F., noites essas sem dormir, até o dia clarear, com conversa à deriva, até que chegou a hora do trabalho e da faculdade…
__

Desculpem-me se ultimamente escrevo post's longos demais.

sábado, mar 25

malandro | 11:50 AM Comentários (10)
EM Manual de Sobrevivência

Clandestino (Manu Chao) (mp3)

In, Clandestino
Manu Chao

Clandestino

No meio de uma crise existencial, entre o “efémero quotidiano” e o “até que a morte os separe”. As relações de hoje, e principalmente as que ocorrem entre gajos, são mais no efémero de uma ou duas noites ou de algumas poucas estações. Não que não haja alguns poucos relacionamentos entre gajos, do tipo “até que a morte os separe”, mas os homens - e os gays são homens - não são muito fiéis a contratos de exclusividade. Acho que os homens gays “engolem” melhor uma traição, conformam-se talvez, esquecem ou fazem por esquecer. Hoje sentem que estão a mais, ou não querem ser mais um, Daqui a uma semana ou um mês ou um ano, mesmo sem ter mudado nada, já acham que bater uma não tem nada de mal. Não me considero gay, nem os gajos com que tive coisas mais “profundas” se consideram como tal, mas também encaro muito mais de ânimo leve outras possíveis envolvimentos quatidianos, porque vejo tudo como efémero e me é mais fácil chamar amigos aos gajos em vez de outras coisas talvez mais adequadas.
As poucas vezes que tive algo mais duradouro com homens não me passou pela cabeça ter outros envolvimentos no masculino, ou se passou, não havia razão para o fazer acontecer, Não me fazia falta, Sentia-me preenchido, salvo seja. Mas a distância muda as coisas, por muito que se ache que não, Sentimo-nos mais sós, mais inseguros, à deriva, menos aconchegados na presença de um amigo, sentimos até inveja dos outros que usufruem dessa companhia.

Embora pareça que nada tem a ver, dou comigo a pensar na história do meu bisavô que aos 90 anos, faleceu de desgosto um mês depois de a minha bisavó ter falecido. Até que a morte os separe…

Por tudo isto, digo, repito, convenço-me, afirmo, tento convencer os outros, penso no assunto, dou voltas na cama e chego sempre à mesma conclusão, Procuro um amigo, Preciso de um amigo, e penso que vai ser uma procura de toda uma vida, Morrerei talvez velhinho, de desgosto, sem o ter encontrado, E nem quero nada de mais, Apenas um amigo que esteja sempre aqui, sem clandestinidades...

sábado, mar 18

malandro | 07:58 PM Comentários (4)
EM Meus Caros Amigos

Older (Mi & L'au) (mp3)

In, Mi & L'au (2006)
Mi & L'au

Older

Ontem mesmo reflectia sobre os amigos de verdade e a dificuldade em encontra-los (tema recorrente este o da amizade nos meus pensamentos), Conclui que dos 3 amigos que tenho, um é resultado desta aventura “blogueira”, e os outros dois, já meus amigos há cerca de 4 anos, conheci-os no já extinto 610 do TvChat da RTP…
Pode parecer estranho mas embora exista o mIRC, o Terravista, números nas portas dos wc´s públicos, o Gaydar, gajos no Finalmente e no Trumps, engates de autocarro, parece que o TvChat está cheio de promissores amigos (ou estava, o daquele tempo). Terá sido coincidência? Talvez não…
SMSava entretanto sobre este assunto com um desses "velhos" amidos do TvChat e ele lembrou-me de uma velha teoria minha – a teoria da velhinha e do bombeiro.
Era simples a dita teoria, Tinha eu ouvido algures, entre os meus conhecidos ou familiares, provavelmente, a história de uma velhinha que a meio da noite ligava para os bombeiros, não por causa de alguma maleita que a apoquentasse, mas para ouvir uma voz amiga do outro lado da rede fixa, falar com alguém, partilhar aquele momento de solidão. As longas noites de TvChat que tive não foram mais do que isso, Não éramos nós mais do que “velhinhas solitárias” que procuravam uma voz amiga do outro lado da rede móvel.
Tenho saudades daquelas noites...

sábado, mar 11

malandro | 11:54 AM Comentários (16)
EM Ópera do Malandro

A list of things (My Orchard) (mp3)

In, Silhouettes - EP (2006)
My Orchard

A list of things

Há dias, numa troca de sms com um gajo, vulgo amigo, dizia-me ele:
“Quero um gaijo que cozinhe, limpe a casa e chupe bem…”
Que não se caia na tentação de dizer “Foda-se, mas isso é uma gaja”, porque não é verdade, e que me desculpem as senhoras gajas que por aqui passam (e que são algumas).
Claro que respondi ao gajo “Até me safo nas 3, mas não são coisas que goste de fazer todos os dias”.
“Hum!!!”, foi a resposta dele, assim mesmo com 3 pontos de exclamação…
Que dizer! Realmente há gaijos que querem este mundo e o outro!...

E tu, cumpres os requisitos? Os interessados podem responder para o meu e-mail que eu arranjo forma de o encaminhar ao gajo, no caso de ele ainda não ter a vaga preenchida.
(Mas adianto desde já que é gajo de boxeurs largos)

domingo, mar 5

malandro | 08:37 AM Comentários (12)
EM Ópera do Malandro

Welcome Home (Lucky Misu) (mp3)

In, Don´t Tell The Kids (2006)
Lucky Misu

Welcome Home

Talvez aparente ser un fait divers, mas felizmente parece que a época de frequências e de exames acabou, Fico na esperança que os gajos lá de casa deixem de viver no fuso horário de Pequim, Sejam eles bem vindos a casa e ao meu fuso horário, e pode ser que nos começemos a cruzar mais amiúde de manhã no corredor, ainda com sequelas da “tesão do mijo”, de parte a parte…
A última vez vi um dos exemplares da espécie que habita lá em casa, foi na semana antes do Carnaval, num dia em que o J. teve exame, Estava eu às volta com os atacadores, no meio do corredor e de joelho no chão (que posição ingrata), e vejo o gajo a passar do duche, em boxeurs, e foi até uma desilusão porque nunca achei muita piada a boxeurs largos, por fazerem sempre pouco jus ao corpo de um gajo da cintura para baixo.
Fiquei depois a pensar no assunto e cheguei à conclusão que até poderia ser um bom presságio, afinal de entre os gajos com quem tive casos de cama, pelo menos os mais relevantes, a maioria tinha preferência pelos ditos boxeurs largos...

E tu que tipo de boxeurs usas?
(O gajos que já vi de calças na mão ficam liberados de responder a este inquérito de opinião :-)

sábado, mar 4

malandro | 04:40 PM Comentários (2)
EM Ópera do Malandro

Wedding day (Rosie Thomas) (mp3)
in, When We Were Small
Rosie Thomas

Wedding day

Só li hoje este artigo do DN, enquanto fazia a minha ronda pelos blogues, Provavelmente já muitos o leram, mas como só o encontrei referido em dois blogues da minha lista de favoritos, e é assunto sobre o qual tenho opinião em formação, não podia deixar de fazer a referência ao artigo da menina do gás, do contra informação.
__

A quem não interessar minimamente este assunto pode aproveitar para ouvir a música da Rosie Thomas.

malandro | 01:55 PM Comentários (9)
EM Ópera do Malandro

The Leading Guy (Micah P. Hinson) (mp3)

In, The Baby & The Satellite
Micah P. Hinson

The Leading Guy

Será que todas as histórias têm um panasca que é o principal?
O panasca #1 convidou o panasca #2 para ir passar o Carnaval com ele. O panasca #2 aceitou. O panasca #2 não conhece pessoalmente nenhum dos panascas que se seguem. O panasca #3 ficou triste por o panasca #1 ir passar o primeiro feriado do ano com o panasca #2… O panasca #4, no mesmo dia em que o panasca #2 ia chegar, mas umas horas mais cedo, foi tomar café com o panasca #1, mas levava companhia – o panasca #5, com que já tinha trocado algumas “impressões”. O panasca #1 e o panasca #5 não se conheciam pessoalmente, embora já tivesse havido troca de impressões entre cada um deles e o panasca #4. Enquanto andavam no Shopping onde foram tomar café, o panasca #4 encontrou o panasca #6, que era ali das redondezas e com quem ele já tinha trocado algumas “impressões”. O panasca #1 só conhecia o panasca #6 de ouvir falar nele, e o panasca #5, além disso, já se tinha cruzado com o panasca #6 num chat e já tinham falado por telemóvel, embora o panasca #6 não soubesse. O panasca #6 cumprimentou o panasca #4 e foi-se embora. O panasca #1 até gostava que o panasca #4 passasse lá o Carnaval, mas ele não aceitou o convite, preferia ir brincar ao Carnaval para Lisboa com o panasca #5 e com o panasca #7, com quem tinham combinado ir para o Bairro Alto. O panasca #4 nunca trocou “impressões” com o panasca #7, que se saiba, e por incrível que pareça. Consta que a meio da noite o panasca #5 e o panasca #7 deixaram o panasca #4 e foram ás suas vidas, provavelmente trocar “impressões" respectivamente com o panasca #8 e o panasca #9, e o panasca #4 acabou a noite sozinho. Parece que o panasca #4 e o panasca #7 foram conhecer o panasca #8 dias depois...
Esta história de panascas aparentaria ser menos confusa se o panasca #3 não se tivesse armado em complicado e não tivesse voltado atrás no convite para o panasca #4 ir passar o Carnaval com ele.
Alguém disse que os panascas não eram complicados?

domingo, fev 26

malandro | 07:17 AM Comentários (8)
EM Meus Caros Amigos

Mystery in her hands (Trace Wiren) (mp3)

In, Johnny cafe
Trace Wiren

Mistery in her hands

“Gosto de ti, Sabes, Prezo estes sentimentos de proximidade, Não sei como chamar-lhes, nem sequer se quero chamar-lhes alguma coisa, Mas gosto de estar contigo, da tua companhia, de ser teu amigo, de falar horas a fio, de fazer amor contigo… Que seja um lugar comum, mas ter-te por perto deu sentido a muitas palavras do dicionário…”
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Não sou gajo de me apegar aos sms’s que recebo (ou que envio) mas de vez em quanto lá guardo uns, sempre condenados à efemeridade que todas as coisas têm.

sábado, fev 25

malandro | 12:05 PM Comentários (2)
EM Ópera do Malandro

Paint My Days in Color (Wonder Ground) (mp3)

Wonder Ground

Paint My Days in Color

Amizade colorida:
Amizade entre pessoas de etnias diferentes.

malandro | 11:37 AM Comentários (4)
EM Ópera do Malandro

Dont know why (The Spectacular Fantastic) (mp3)

In, Goes Undergrounds (2005)
The Spectacular Fantastic

Dont know why

Não sei porquê, mas fui bafejado com a sorte de não ter que a* fazer todos os dias, é bastante fazê-la* dia sim, dia e não, que continuo com ela* “au point”, mesmo no dia não.
Não sei se era quarto crescente, mas aconteceu-me há uma semana uma coisa estranha: depois de uma noite… com um gajo (o que não é propriamente quatidiano), acordei de manhã com ela* enorme, como se a não fizesse há 3 ou 4 dias, e tinha-a feito na manhã do dia anterior. Comentei com o gajo, que por sinal também tinha a dele* maior do que é costume, e chegámos então à conclusão, mesmo sem provas científicas, que devia ser da testosterona… produzida em excesso, como consequência dos acontecimentos das últimas horas, e teria o seu* processo de crescimento sido acelerado.

Diz-me a que velocidade ela* cresce e dir-te-ei com quem andas a dormir…

Agora não sei que outras conclusões poderemos tirar deste facto, onde faltam as provas científicas, lembre-se, mas será que aqueles gajos que a* têm muito rija, e que chegam à hora de jantar já com ela* sobejamente crescida andam a partilhar lençois com gajos?
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* a barba, claro

domingo, fev 19

malandro | 02:05 PM Comentários (8)
EM Ópera do Malandro

A Place Between Nothing And Nowhere (ISLES) (mp3)

In, We Have Decided Not To Die (2006)
Isles

A Place Between Nothing And Nowhere

A semana passada um amigo meu utilizou uma expressão que se usa ali pelo lados do umbigo do país.

Quem vai para Abrantes deixa Tomar por trás.

Muito se aprende com os regionalismos... e se bem me lembro nunca fui a Abrantes.

sexta-feira, fev 17

malandro | 08:35 PM Comentários (7)
EM Ópera do Malandro

You Come and I Go (HOTEL LIGHTS) (mp3)

In, Hotel Lights (2004)

You Come and I Go

Hoje quando cheguei a Lx, entre desencontros e cansaço lembrei-me dos versos do Jorge Palma, "Santa Apolónia arrotava magotes de gente..."*. Pelo cheiro nauseabundo no aperto do metropolitano pareceu-me que devia ser um arroto com mau hálito... Desculpem o desabafo em verborreia, mas... que bem que se está no campo :-)
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* In, O lado errado da noite

malandro | 08:32 PM Comentários (11)
EM Ópera do Malandro

Plan of the Man (THE M'S) (mp3)

In, The M's (2004)
The M's

Plan of the Man

(Antes de mais, que fique registado que eu não vivo com gajos, divido simplesmente casa, e continuo a dizer que não está nos meus planos viver algum dia com um).

Assim se passou a minha primeira semana a partilhar casa com dois gajos. Dois putos (ainda projectos de homens), finalistas, que aparentemente nada têm de panascas, é certo, mas que vivem noutro fuso horário, e como tal mal os vi.
Nem sei que pensar dos gajos, por falta de dados: ou estão metidos no quarto de um, ou estão metidos no quarto de outro, e até ás tantas, e vá lá saber-se porque é que fiquei no meio do quarto dos dois. Ás quatro da madrugado lá sou acordado com a ida dalgum à casa de banho, com fragmentos de conversas: "foi fora de jogo", ou com a mudança de quarto, isto quando não encontro pela manhã a porta de um dos quartos aberta, o quarto vazio, e os gajos supostamente a dormir nos mesmos 10 m2 e de porta fechada...
Pois, sou eu a ser má língua, dizem-me alguns, mas um dia destes estava eu na conversa com o J. na cozinha, enquanto ele estendia a roupa dele (e se calhar a do outro) e o C. chegou-se, perguntou-lhe pelo jantar, "o que é que vais fazer?", "costeletas com arroz", foi-se embora, e o J. lá ficou a lavar a loiça, a estender a roupa, a sacudir o tapete do quarto, e já se sabe, a tratar da costeleta do outro.
Ainda não tive a sorte de o ver a passajar meia com um ovo de madeira, embora ja lhe deve conhecer quase todos os boxeurs, nem fui espreitar ao quarto se o gajo aspirava em tronco nu e com o botão das calças aberto..., mas aquele não me importava nada de o ver nesses desaprontos. Mas não se iludam que isto das limpezas não é todos os dias.
E o gajo até é simpático e na segunda-feira à noite bateu à porta do meu quarto, salvo seja, só para me cumprimentar, e disponibilizou-se para qualquer coisa que eu precisasse...

Nem sei que título poderia dar a estas impressões, mas ocorre-me qualquer coisa entre "retalhos panascas da vida de um gajo" ou "retalhos de gajo da vida dum panasca"...

domingo, fev 12

malandro |